Sistema de registro foi feito para armazenar e reportar dado já validado. Quando é cobrado como sistema de execução, a lacuna aparece na forma de planilha, mensagem e conferência manual. A falha raramente é do produto.
Qual é a diferença entre sistema de registro e sistema de execução?
Sistema de registro guarda o que já foi decidido e confirmado. Sistema de execução decidiria em tempo real, com a exceção do momento — e é isso que a operação faz por fora, manualmente, porque o ERP não foi desenhado para essa parte.
Por que a lacuna só aparece meses depois de o sistema entrar no ar?
Porque o piloto testa o caminho previsto, não a exceção. A exceção só aparece quando o volume real da operação a força a existir — e a essa altura o projeto já foi declarado concluído.
De quem é a responsabilidade quando essa lacuna aparece?
Não é do fornecedor do ERP nem de quem o implantou: nenhum dos dois prometeu cobrir exceção não prevista. É de quem decide o que fazer com o conhecimento que a operação já produziu para lidar com ela — e hoje não tem onde registrar isso.
Trocar de sistema resolve?
Não fecha a lacuna — ela reaparece no sistema novo, com outro nome de planilha. O que fecha é estruturar o conhecimento que já existe sobre a exceção, antes de decidir qual sistema vai hospedá-lo.
Nenhum ERP vai anunciar isso, porque admitir a lacuna não vende licença. Quem estrutura a exceção não tem esse conflito — é o negócio inteiro.