Quase não. Captura percepção sobre a empresa, não o critério operacional que a pessoa aplicava — e chega tarde demais, quando o vínculo já se rompeu.
O que a entrevista de saída realmente mede?
Clima e motivo da saída, com viés de quem já decidiu ir. É útil para gestão de pessoas e quase inútil para reconstruir como o trabalho era feito.
Por que o momento estraga o dado?
Porque o incentivo inverteu. Quem fica tem motivo para explicar bem o próprio trabalho; quem sai tem motivo para encerrar rápido, e nenhum para detalhar exceção.
Existe versão que funciona?
Sim: transferência estruturada por episódios, semanas antes da saída, com quem assume presente. É trabalho de operação, não de RH — e raramente acontece por falta de método, não de intenção.
A entrevista de saída pergunta por que a pessoa está indo. O que a operação precisava saber era como ela decidia — e isso ninguém perguntou nos anos em que ela ficou.